sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017


PARTICIPE DO XXII ENEP!

Esse ano, o Encontro da SEP (Sociedade Brasileira de Economia Política) será na UNICAMP, dos dias 30/05 ao 02/06, e terá como tema principal a “Restauração Neoliberal e as alternativas na Periferia em Tempos de Crise do Capitalismo”.  Além dos minicursos e seções de apresentações de trabalho, o ENEP abrigará painéis especiais sobre as políticas de austeridade, sobre os 150 anos do capital, sobre as alternativas econômicas para o Brasil, sobre a conjuntura latino-americana e sobre o papel dos movimentos sociais. Em breve divulgaremos a programação e os convidados especiais já confirmados.

A organização vai providenciar duas diárias para os apresentadores de artigos, a depender da disponibilidade de recursos.  Já a novidade desse ano é a submissão de pôsteres, voltado para os alunos de graduação. Esperamos receber muitos alunos de graduação de várias partes do Brasil que terão acesso aos alojamentos colaborativos e refeições no restaurante universitário.


As submissões vão até o dia 12/03/2017 no site http://www.sep.org.br/


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O Brasil na disjuntiva histórica: interpretações do golpe de 1964 e sua atualidade

  
 
























Disjuntiva: que separa. || elemento que une, mas atribui uma alternativa ou distinção || que quebra a união, que desune, que faz separação. 

No popular, encruzilhada. Na história, dilema.
 
Vivemos no Brasil uma disjuntiva histórica e é preciso se posicionar.
 
Partindo deste mote o Grupo de Trabalho em História do Pensamento Econômico da Sociedade Brasileira de Economia Política (GT-HPEB/SEP) e o Laboratório de Estudos Marxistas (LEMA/UFRJ) convidam todos e todas para debater as interpretações do golpe de 1964 e sua atualidade.
 
A IV Escola de Primavera Intérpretes do Brasil será realizada na UFABC nos dias 26 e 27 de setembro e se propõe a resgatar a interpretação de autores que vivenciaram a experiência do golpe de 1964. Florestan Fernandes, Ruy Mauro Marini, Guerreiro Ramos, Maria da Conceição Tavares, Ferreira Gullar. Intérpretes de diferentes áreas do conhecimento tentaram avaliar as possibilidades e os limites do Projeto Nacional-Democrático dos anos 1960 e o processo que conduziu ao golpe de estado, iniciando uma longa ditadura civil-militar no Brasil. Que lição podemos tirar desta história para o momento presente, quando o Projeto Democrático-Popular esbarra nos limites da conciliação de classes e sofre novo golpe? Eis aí a disjuntiva histórica.
 
_PROGRAMAÇÃO_
 
DIA 26/9 – SEGUNDA
 
Seção 1: 9h30 - 12h - Florestan Fernandes
Palestrantes: Fabio Campos (UNICAMP) e Maria Caramez Carlotto (UFABC)
Mediação: Jaime Léon (UFRJ)
 
Seção 2: 14h – 16h30 - Ruy Mauro Marini
Palestrantes: Marina Machado (UNILA) e Diógenes Breda (UNICAMP)
Mediação: Wilson Vieira (UFRJ)
 
Seção 3: 17h – 19h30- Guerreiro Ramos
Palestrantes: Muryatan Barbosa (UFABC) e Marco Antonio da Rocha (UNICAMP)
Mediação: Cristina Reis (UFABC) 
 
 
DIA 27/9 – TERÇA
 
Seção 4: 9h30 - 12h - Maria da Conceição Tavares
Palestrantes: Maria Malta (UFRJ) e Fernanda Cardoso (UFABC)
Mediação: Valéria Ribeiro (UFABC)
 
Seção 5: 14h – 16h30 - Ferreira Gullar 
Palestrantes: Bruno Borja (UFRRJ) e Lucia Helena Ramos 
Mediação: Maria Malta (UFRJ)
Seção 6: 17h – 19h30
Sarau outras interpretações do Brasil - Bruno Borja e Lucia Helena Ramos + microfone aberto
 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

As esquerdas na América Latina



























Na parte da tarde desse terceiro dia do XXI ENEP, a partir das 13h e 45min, acontecem as sessões ordinárias, com as mesas de 31 a 40 e a Sessão de comunicações IV. Às 15h e 30min começa o Painel IV, com o tema: Descaminhos dos governos de esquerda na AL: Brasil, Argentina, Uruguai e Equador, coordenado por Marcelo Carcanholo (UFF-SEPLA), com a participação de Julio Gambina (CLACSO, Universidade Nacional de Rosario, Argentina) e Antonio Elias (SEPLA, Uruguai).

Julio Gambina é doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Buenos Aires (UBA) e professor na Universidade Nacional de Rosario (UNR). Participou como consultor internacional no Estado Plurinacional da Bolívia em 2012 e 2013 e é autor de vasta obra sobre a temática latino-americana.

Antonio Elias é economista e membro da Sociedade de Economia Política latino-Americana – SEPLA - Uruguai.


LOCAL: Auditório Celso Furtado

SEP - fortalecendo o pensamento crítico








Com a eleição da nova diretoria da Sociedade Brasileira de Economia Política na noite do dia 02 de junho, o grupo que esteve à frente da entidade, com Niemeyer Almeida Filho na presidência, divulgou o relatório da gestão. Conheça!

 RELATÓRIO GESTÃO 2014-2016

Na nossa carta programa, apontávamos que a crise sistêmica do capitalismo continuava se manifestando fortemente, embora estivesse em processo de mudança de forma. A princípio ela havia se manifestado fortemente no centro do sistema – no Japão, em seguida nos Estados Unidos e na Europa, alcançando a partir de 2013 as economias periféricas, trazendo instabilização macroeconômica e derrubando cabalmente o discurso ideológico do acerto das políticas econômicas neoliberais adotadas pela maioria dessas economias no período dos anos 1990 e 2000. Terminávamos dizendo que mantidas as políticas econômicas, não haveria futuro promissor no horizonte para as sociedades, sobretudo as da América Latina. 

No ENEP de 2014 em que as eleições ocorreram e a carta programa foi divulgada, tivemos como tema central o Neodesenvolvimentismo. O evento foi organizado para evidenciar que as diferentes vertentes brasileiras mostravam limites evidentes. A posição majoritária era que as proposições de políticas econômicas não alcançavam as dimensões da crise, engendrando um debate social desconectado, incapaz de lidar com as diferentes questões das sociedades capitalistas dependentes subdesenvolvidas. As ações de Governo e, sobretudo, as de Estado exigiriam discutir transformações efetivas da institucionalidade e da política de desenvolvimento brasileiras, inviáveis em circunstâncias de correlação de forças sociais conservadoras. Muito ao contrário, o foco da discussão estava na manutenção da estabilidade, sob o regime de metas inflacionárias - quando muito alcançando o regime cambial; o crescimento, com concessões públicas ao capital; e a distribuição de renda, restrita ao aumento real do salário mínimo e às ações de transferência de renda, ambas submetidas ao teto do aumento da produtividade média do trabalho.

Essa nossa posição política lamentavelmente mostrou-se agudamente na realidade concreta daquele ano de 2014, e mais ainda nos anos de 2015 e 2016. O espaço político institucional – Congresso Nacional, órgãos e fóruns do Executivo – esfacelou-se pelas evidências tanto de corrupção quanto de ausência de perspectiva pública nos marcos limitados da chamada “visão republicana”. A representação política, historicamente vinculada aos interesses dominantes, fragmentou-se e os movimentos sociais atuaram sem coordenação, engendrando uma perigosa condição de instabilidade social. 

Nessas circunstâncias, a SEP manteve-se firme no fortalecimento do pensamento crítico, da qual ela vem sendo avalista desde a sua fundação. Durante o período de plena dominação do projeto neoliberal, ou do pensamento único, poucas vozes se atreveram a contesta-lo, mostrando as contradições de suas políticas. A Sociedade Brasileira de Economia Política - SEP foi uma delas, e o seu papel crítico consolidou-se por meio de seus encontros nacionais, pela participação e contribuição em eventos de outras instituições, tanto nacionais quanto internacionais, e por meio da publicação da revista e de inserções no seu site. Tudo isto foi mantido e ampliado nos últimos dois anos. 

A SEP é, hoje, amplamente reconhecida como a sociedade que agrega e dá espaço ao pensamento crítico. Por isto mesmo, sem ferir o compromisso com o pluralismo e, sobretudo, com a qualidade acadêmica, priorizamos, em todas as instâncias, a escolha e a divulgação de trabalhos de natureza heterodoxa. Procedendo assim, compensamos, pelo menos quanto à  nossa expressão e espaço social, o virtual monopólio concedidos aos trabalhos inspirados pelo Neoliberalismo, no vasto espaço dominando pelo mainstream da Economia. 

Assim, entendemos que os compromissos assumidos pela Chapa que assumiu a diretoria nestes últimos dois anos consolidaram a tradição dos seus dezoito anos de atividade. Destacamos as seguintes ações:

1. Apoio à consolidação da SEPLA, dirigida pelo companheiro Marcelo Dias Carcanholo, eleito para cumprir mandato de dois anos como presidente. A SEPLA hoje está reorganizada e com ampliação da militância em diversos países da América Latina;
2. Cooperação com a WAPE – World Association for Political Economy, mantendo-se o professor Niemeyer Almeida Filho como ativo vice-presidente para a América do Sul; 
3. Cooperação com a IIPPE – International Iniciative for Promoting the Polítical Economy, com participação regular de companheiros da SEP nos eventos anuais da organização. Além disso, o professor Alfredo Saad Filho, um dos diretores da IIPPE é membro da Direção Ampliada da SEP e coordenador do GT do Pensamento Marxista;
4. Fortalecimento do papel dos GTs da SEP, que hoje são em número de sete: GT – Teoria Marxista da Dependência, GT – HPE Brasileira, GT – Estado e Políticas Públicas, GT – Economia Política da Macroeconomia, GT – Economia e Território, GT – Pensamento Marxista e GT – Economia Política da Amazônia;
5. Manutenção da Direção Ampliada, contando assim com uma ampla representação política dos associados;
6. Informatização do processo de submissão, seleção e divulgação dos trabalhos dos ENEPs;
7. Redesenho e informatização da Revista da SEP. O professor João Leonardo Medeiros, o editor da revista, promoveu uma reorganização do processo de submissão dos artigos, mantendo a revista regularmente em dia. A linha editorial foi mantida, cumprindo a revista o objetivo maior de dar divulgação ao pensamento crítico.

Destacamos ainda as atividades de apoio e estímulo à organização de Encontros Regionais sobretudo dos GTs. Mantivemos nossas atividades e participações na ANPEC, assim como fortalecemos os laços com a ANGE e a SEPLA. 

Como estímulo à produção em Economia Política, abrimos espaço aos estudantes de graduação que ficam isentos de pagamento de inscrições nos ENEPs. Sempre que possível, como é o caso do XXI ENEP, apoiamos a vinda de grupos com financiamento de hospedagem e ampliação dos minicursos. Além disso, alteramos a data de realização dos ENEPs para períodos letivos regulares, estimulando assim a ampla participação de estudantes. 

Em síntese, avaliamos que cumprimos as nossas intenções expressas na carta programa apresentadas na XIX assembleia geral de 2014. Reiteramos que a SEP está fortalecida e em condições de atuar na crítica social e na mobilização que entendemos ser indispensável para enfrentar a conjuntura adversa de ascensão do conservadorismo no Brasil. 
Diretoria 2014 - 2016

Presidente: Niemeyer Almeida Filho (IE-UFU)
Vice-Presidente: João Ildebrando Bocchi (PUC-SP)

Diretores:
Lauro Mattei (UFSC)
Maria de Mello Malta (UFRJ)
Pedro Rossi (UNICAMP)
Octavio Conceição (UFRGS)
Ellen Gracy Tristão (UFVMJ)
Paulo Henrique Furtado de Araújo (UFF)
Frederico Katz (UFPE)
Fábio Freitas (ANPEC)
Rubens Rogério Sawaya (ANGE)


Mobilidade Urbana no Brasil






















Durante a manhã desse terceiro dia do XXI ENEP, a partir das 8h, acontecem as sessões ordinárias, com as mesas de 21 a 30, bem como a Sessão de Comunicações III. Às 10h e 30min tem início o painel III, que tratará sobre a Mobilidade Urbana no Brasil. Participam dessa mesa Christy Ganzert Pato (Escola do Parlamento SP), Silvana Zioni (UFABC), e Allan Mesentier (BNDES).

Christy Ganzert Pato é diretor-presidente da Escola do Parlamento, criada em 2011 para oferecer aos parlamentares paulistas e aos munícipes subsídios para a identificação da missão do poder legislativo, ajudando a desenvolver programas de ensino, cursos e palestras para a qualificação de lideranças comunitárias e políticas e estimular a pesquisa técnico-acadêmica voltada à Câmara em cooperação com outras instituições de ensino.

Silvana Zioni é arquiteta, urbanista e professora na UFABC, com ampla participação no debate sobre mobilidade urbana e gestão logística sustentável.

Allan Mesentier é economista no BNDES.


LOCAL: Auditório Celso Furtado

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Paula Nabuco, presente!




















A partir das 17h30 acontece a homenagem à jovem economista Paula Nabuco, professora e membro do Comitê Central da Refundação Comunista, que morreu prematuramente em 2015, aos 36 anos, vítima de Câncer. Doutora pela Universidade do Povo, na China, Paula desenvolvia um importante trabalho sobre a economia daquele país. 

Conferência com Al Campbell




















A partir das 13h45min acontecem as Sessões ordinárias, com as mesas de 11 a 20, bem como a segunda etapa da Sessão de comunicações. No horário das 15h30 tem início  a conferência de Al Campbell, do Department of Economics, University of Utah, USA – IIPPE. A coordenação da mesa será de Fred Katz (SEP).

Al Campbell é economista e professor na University of Utah, nos Estados Unidos e membro da Comissão de Coordenação da União para uma Radical Economia Política (URPE).

Local: Auditório Celso Furtado